Mudança de emprego durante o período de crise:
O que é preciso avaliar para não se equivocar?

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Avaliar uma mudança de emprego já não é uma tarefa simples, e durante um período de crise então essa é uma tarefa ainda mais complexa. A situação pode gerar uma série de inseguranças e nunca é demais ter um pouco mais de cautela nessa situação.

Porém quem está pensando em mudar de empresa ou é procurado para uma nova oportunidade, em um momento instável da economia, deve atentar-se a uma série de fatores que certamente poderão ser cruciais para um movimento bem sucedido.

 

O primeiro ponto de atenção está relacionado à motivação para encarar a mudança de emprego.

É preciso identificar os motivos que o estão levando a avaliar a troca de empresa para saber se essa mudança é mesmo benéfica. A vontade pode ser gerada por diversas causas: insatisfação com as atividades realizadas ou com o setor, sensação de que não se está mais aprendendo no emprego vigente, que o ciclo se encerrou ou até mesmo pelo salário. Após considerar esses elementos e chegando em um cenário onde não haja uma solução, a primeira pergunta que deve ser feita é “para onde eu vou?” e, provavelmente será o início de uma série de outros questionamentos. Tomar a decisão de mudar de emprego deve ser uma ação muito bem pensada e estruturada.

Outro ponto importante nesse momento de crise é avaliar e entender o panorama do setor no qual você está pleiteando uma nova oportunidade.

Os diferentes setores da economia sofrem de variadas formas com a crise e, em alguns casos, até beneficiam-se dela. Por isso, é necessário entender se a área de atuação ou empresa em que se pleiteia uma oportunidade estão em um momento de contratações ou se está optando por equipes mais enxutas. Entender os impactos, ou até as oportunidades, que a crise proporciona em cada um dos setores é crucial para uma decisão bem criteriosa.

Estudar sobre a empresa também deve ser parte relevante na tomada de decisão.

É necessário entender o plano de médio e longo prazo das empresas e assim conseguir avaliar se a empresa em questão possibilita o próximo passo desejado em sua carreira. Entender também como as empresas estão inseridas no contexto econômico do país também lhe trará mais confiança no processo e até mesmo os aspectos mais subjetivos também são fundamentais. A companhia pode ser bem estruturada e posicionada financeiramente, mas às vezes isso acontece em meio a uma cultura em que o candidato não acredita ou que contradiz suas crenças pessoais. Esse tipo de situação poderá lhe custar um etapa importante em sua vida profissional.

Mas como avaliar ou levantar informações sobre o ambiente ou a cultura da empresa?

Nesse caso você precisa estar em contato com pessoas que possam lhe ajudar a conhecer as “entrelinhas” do projeto. Alguns sites permitem que se conheça o perfil, os benefícios e o dia a dia de algumas empresas a partir de avaliações anônimas de seus funcionários. É uma forma de saber o que os profissionais de lá vivenciam, as oportunidades de crescimento, o plano de carreira e as condições de aprendizado na companhia. Além disso, vale conversar com colegas que trabalham ou já trabalharam na organização. O melhor dos cenários é falar com quem já saiu e com quem ainda está na empresa.

Por fim, não deixe que a ansiedade atrapalhe o processo de tomada de decisão.

A ansiedade pode ser uma grande inimiga na hora de buscar uma nova oportunidade. Não deixe de ser rigoroso na pesquisa sobre as vagas e as empresas. Procure manter a tranquilidade e o equilibro, ainda que você esteja em condições menos favoráveis. É importante respeitar as etapas do processo e manter uma comunicação ponderada, seja com a empresa ou ainda com o recrutador. Uma pessoa que está menos ansiosa para mudar de emprego tende a errar menos, avaliando melhor as condições. Quando há muita ânsia pela troca, quesitos importantes podem ser desconsiderados ou omitidos durante a análise. Buscar uma nova oportunidade durante a crise não precisa ser uma missão impossível, desde que exista muito bom senso e clareza com relação aos motivadores da mudança e também muita parcimônia na tomada de decisão.

Caroline Cadorin Diretora da Hays Experts