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Dando o sinal verde

A pressão para que as empresas se tornem verdes está aumentando, tanto por parte dos consumidores quanto dos próprios funcionários. Mas como as organizações podem tomar medidas para melhorar suas credenciais ecológicas e como isso pode beneficiar seus negócios?

O esforço em direção a um modo de vida mais sustentável e com baixa emissão de carbono para enfrentar a ameaça das mudanças climáticas continua a ganhar impulso. O assunto está marcado pelos mais altos níveis ao redor de todo o mundo – desde a promessa do governo do Reino Unido de que o país pretende eliminar completamente a emissão de gases de efeito estufa, até milhares de empresas chinesas que estão sendo multadas por violar regras estritas de poluição. Enquanto isso, as Nações Unidas estão pedindo às pequenas e grandes empresas que colaborem para cumprir seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

 

Um caso de negócios mais atraente

A transformação rumo à sustentabilidade não está acontecendo apenas para evitar uma catástrofe ambiental. Também existem razões comerciais significativas. Primeiro, é necessário que toda empresa evite alienar seus clientes. Uma pesquisa global recente da Nielsen, empresa de pesquisas de mercado, constatou que 81% dos entrevistados no mundo acreditam fortemente que as empresas devem ajudar a melhorar o meio ambiente.

Além de evitar multas por cumprir a crescente legislação verde (a ONU afirma que houve um aumento de 38 vezes nas leis ambientais em todo o mundo nas últimas quatro décadas), a sustentabilidade pode ter um impacto real nos resultados da empresa, reduzindo os custos no local de trabalho através de diferentes abordagens ao uso de energia, reciclagem e gestão de água e resíduos. O Carbon Trust aponta particularmente a energia como uma das maiores despesas, em qualquer local de trabalho, que são controláveis. ​A redução no uso de energia gera economia e beneficia o meio ambiente pela redução nas emissões de carbono.

 

Sustentabilidade como atração

O ambiente em que estamos também pode ter um grande impacto em como nos sentimos e em nosso desempenho. O uso de luz natural no escritório (em vez de depender fortemente da iluminação artificial), não apenas reduz o consumo de energia, mas também pode ser benéfico para a equipe. Um estudo realizado na Universidade de Cornell relatou uma redução de 84% nos sintomas de fadiga ocular, dores de cabeça e sintomas de visão turva em escritórios iluminados pela luz do dia. O autor do relatório, Professor Alan Hedge, acredita que otimizar a luz natural nos locais de trabalho "melhora significativamente a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, levando a ganhos de produtividade".

Embora existam benefícios para a saúde, colaboradores em potencial também têm preocupações morais sobre quão sustentável é uma empresa. De acordo com a Deloitte Millennial Survey 2019, que questionou a geração millennial em todo o mundo, a mudança climática e a proteção do meio ambiente são suas principais preocupações. Além disso, 42% dos participantes da pesquisa afirmam que "iniciaram ou fortaleceram" seu relacionamento como consumidores com empresas ao perceberem que seus produtos ou serviços têm um impacto positivo na sociedade e/ou no meio ambiente.

Tendo isso em vista, é provável que as políticas ecológicas se tornem um tópico essencial a ser abordado durante o recrutamento de profissionais para as empresas. As descobertas da Deloitte sugerem que os trabalhadores mais jovens buscam mais do que apenas um bom salário e "mostram uma lealdade mais profunda aos empregadores que enfrentam com ousadia os problemas que mais ressoam com eles, como a proteção ao meio ambiente".

As evidências, então, apontam que os empregadores precisam garantir que sua empresa está se movendo junto aos novos tempos e acomodando as necessidades da força de trabalho moderna. Isso pode ajudá-los a evitar que percam a oportunidade de recrutar talentos-chave para sua empresa.

 

Autenticidade primeiro

Embora as tentativas de implementar a sustentabilidade no local de trabalho tenham muitos pontos positivos, as empresas devem tomar cuidado para não se deixarem vulneráveis ​​às acusações da chamada “lavagem verde” (greenwashing) – onde as empresas demonstram ter exagerado em suas credenciais sustentáveis e ecológicas. Aqueles que fazem alegações falsas correm o risco de perder credibilidade junto a consumidores, funcionários e investidores.

Will Richardson, MD da Green Element, consultoria de gerenciamento ambiental, diz: "A compensação de carbono permite que as empresas comprem créditos de carbono e sejam consideradas ‘neutras em carbono’, sem ter que parar de emitir dióxido de carbono, mas isso torna uma empresa verdadeiramente sustentável? Se a empresa trabalhou duro para reduzir as emissões de carbono, mas precisa de ajuda para se tornar completamente neutra em carbono, apoiar o reflorestamento e outros projetos de compensação de carbono pode ser positivo. No entanto, se a empresa simplesmente joga dinheiro na compensação de carbono e não tenta mudar suas operações, então qual é a utilidade disso? Quaisquer que sejam as iniciativas de sustentabilidade implementadas por uma empresa, ela deve ser autêntica e não apenas um golpe de relações públicas.”

 

Questões sobre os escritórios

Desde que a maior organização de conservação do mundo, a WWF (World Wide Fund for Nature), se comprometeu a tornar sua nova sede no Reino Unido o mais sustentável possível, muitas organizações se interessaram em saber como seguir o exemplo.

O Living Planet Center da WWF serve como um local de trabalho em um espaço aberto para cerca de 300 funcionários. O edifício, de 13 milhões de libras e 3.600m2, inclui um espaço central semelhante a um átrio, que abriga várias árvores. As emissões de carbono foram reduzidas em 25%, em comparação ao prédio anterior do escritório da WWF, e o centro produz 50% de sua água pelo aproveitamento das chuvas e pela reciclagem de águas cinzas.

Lauren Wiseman, gerente ambiental da WWF, revela que o centro recicla "entre 75 e 85% de todo o lixo produzido no edifício". Isso inclui papel, alumínio, cartão, alguns tipos de plástico, vidro, têxtil, equipamentos eletrônicos. O teto foi projetado para permitir ao máximo possível a entrada de luz natural, mas o centro também está adotando gradualmente os LEDs para iluminação complementar. "Os LEDs consomem 60% menos energia do que uma lâmpada comum", acrescenta Wiseman.

Obviamente, a maioria das empresas não pode se dar ao luxo de construir instalações novas para esse fim e aluga seu local de trabalho. Alan Bailey, do The Future Economy Group, que administra uma rede on-line para que as empresas compartilhem práticas e produtos ecologicamente corretos, recomenda que as empresas se envolvam com seus proprietários para tomar medidas em direção à sustentabilidade.

"É esperado que os proprietários de imóveis comerciais atendam a padrões ambientais mínimos e que eles começam a perceber que é preciso atualizar seus edifícios ainda mais futuramente", explica ele. "Os proprietários desejam manter bons inquilinos, portanto, é do interesse deles trabalhar com você para torná-lo mais sustentável. Se eles não cooperarem, quando o contrato terminar, mude para locais diferentes ou espaços de trabalho com melhores credenciais ecológicas "

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