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4 tendências de gestão de talentos em 2021

Após enfrentarmos uma situação desafiadora no primeiro semestre de 2020 com o início da pandemia, atualmente, líderes em diversas companhias devem refletir sobre como se preparar para um futuro ainda incerto e quais mudanças serão importantes para esta nova era do mundo do trabalho em relação à gestão de talentos. Abaixo, os líderes da Hays América Latina mencionam 4 tendências que a liderança das empresas deve olhar cuidadosamente e dão dicas sobre como avaliar novas alternativas e abordagens para lidar com o mercado de 2021.

Flexibilidade e local de trabalho – Natasha Patel, Country Manager da Hays Chile

As empresas estão divididas entre ontem (quando a maioria dos colaboradores estava fisicamente presente no escritório), hoje (com os profissionais da empresa trabalhando remotamente), e o futuro próximo, com a possibilidade de um regresso seguro ao escritório. No entanto, quando o retorno ao escritório se tornar realidade, o trabalho remoto será incorporado à nossa cultura de trabalho.

Líderes de empresas ao redor do mundo, em conjunto com as suas equipes de RH, estão criando estratégias para oferecer modelos de trabalho mistos/híbridos, levando em consideração a importância de alavancar uma cultura de trabalho forte em conjunto com o aprendizado de que os seus profissionais podem trabalhar de maneira eficiente, produtiva e independente mesmo em trabalho remoto. Modelos de trabalho híbrido bem implementados permitirão às empresas melhorar o recrutamento de talentos estratégicos e alcançar a inovação, a partir de um modelo de trabalho que é mais digital, flexível e com mais propósito.

Hoje, como nunca antes, as empresas têm a oportunidade de construir uma equipe qualificada e diversa através da contratação de profissionais remotos. A luta pelo talento em um grupo restrito de talentos não é mais uma limitação e com a tecnologia certa, com treinamentos de gestão de pessoas, comunicações internas para desenvolver o engajamento e uma visão e estratégia transparentes, as empresas poderão recrutar em diversas cidades e países.

A importância das habilidades comportamentais (soft skills) – Luis Fernando, Managing Director da Hays Brasil

Habilidades comportamentais, ou soft skills, são características pessoais passíveis de desenvolvimento que permitem com que as pessoas interajam de maneira mais eficiente entre elas e nos ambientes em que frequentam. Para enfrentarmos esta nova era do trabalho, algumas habilidades serão cruciais, como: adaptabilidade, vontade de aprender, inteligência emocional, comunicação, resolução de problemas e criatividade. Neste sentido, é importante que os líderes aproveitem feedbacks oportunos para incentivar seus colaboradores a encontrar alternativas mais ágeis para o negócio e a trabalhar sua capacidade de adaptação.

No momento em que vivemos, onde as relações de trabalho acontecem, em sua grande maioria, por meio de uma tela, as interações pessoais e o processo de desenvolvimento destas habilidades se torna mais desafiador. Para que estas habilidades sejam colocadas à prova e desenvolvidas é muito importante que haja um ambiente de confiança de feedback mútuo entre o líder e sua equipe. Dessa forma, pontos de melhoria podem ser rapidamente avaliados e desenvolvidos, ajustando atitudes e decisões tomadas para que, profissionais e equipes, possam alcançar rumos melhores e mais estratégicos para a empresa.

Este processo de desenvolvimento deve ser metódico e criterioso, realizado em um ambiente seguro e de confiança onde o que é tratado entre as partes, fica entre elas e somente elas. Uma agenda periódica para discussão dos desafios e decisões tomadas, debulhando eventuais melhores opções é crucial para abrir a mente dos interlocutores, preparando-os para novas formas de pensar e agir quando novas situações surgirem. Neste processo de desenvolvimento do colaborador, leve em conta também situações particulares que o profissional esteja enfrentando (por exemplo, familiares doentes por conta da pandemia) e sua saúde mental, uma vez que o confinamento tem aumentado problemas relacionados a este tema.

Cultura organizacional e atração de talentos – Axel Dono, Managing Director da Hays México

A pandemia também impactou a forma como nos relacionamos no mercado de trabalho, com colegas e equipe. Este aspecto terá um impacto na cultura organizacional de todas as empresas e, principalmente, na definição dos requisitos importantes para um profissional ter sucesso na companhia. A pandemia nos ajudou a enxergar o que é importante, e o que nos fez perder tempo. É por isso que neste processo eliminaremos superficialidades antes presentes em processos de seleção e de atração de talentos das empresas.

A partir da nossa perspectiva, a capacidade de aprender e a capacidade de ter êxito em uma posição serão as variáveis mais importantes quando se recruta. Em vez da empresa pensar que o profissional tem a experiência em um concorrente do mesmo setor, ou que possui um fit cultural perfeito para trabalhar todos os dias junto à equipe em um escritório físico, poderá valorizar cada vez mais a capacidade do profissional de aprender coisas novas, como novas tecnologias capazes de tornar nosso tempo de trabalho mais produtivo. Além disso, como resultado da pandemia, vimos muitas empresas que precisaram realocar o seu talento em diferentes áreas da organização, e, por esse motivo, profissionais capazes de aprender rapidamente e de se adaptar para gerar os melhores resultados serão de grande valor para o negócio. Os organogramas serão transformados em um organismo dinâmico, diferente do que vimos até agora.

Vivemos tempos desafiadores, mas temos a oportunidade de aprender a lidar com esta nova dinâmica. A partir do meu ponto de vista, estes são tempos muito interessantes, em que aqueles que forem mais rápidos para ler as mudanças, para se adaptar, para adotar novas ferramentas e tecnologias, e implementar estas mudanças como parte do negócio terão sucesso. Neste sentido, é essencial que os líderes avaliem esses aspectos e tirem um momento de introspecção para encontrar respostas positivas sobre o talento e a cultura do negócio.

Fique de olho no futuro – Ramiro Bado, Country Manager da Hays Colômbia

Um líder, por definição, deve ser visionário e vanguardista. Assim, entre os seus pontos fortes deve estar a capacidade de estruturar, a partir de uma situação atual, um plano que permita tanto soluções imediatas como uma fácil adaptação a um ambiente cada vez mais em transformação. Em outras palavras, um bom líder deve ter visão, a nível micro e macro, para ser capaz de se colocar numa posição de vanguarda e assim tornar-se um modelo a seguir.

Este ano, tivemos de nos adaptar à tomada de decisões rápidas com pouca informação, o que nos obrigou a ter muita capacidade de projeção e coragem em relação ao nosso discernimento. Este cenário ensinou-nos que, para manter o negócio funcionando, é essencial não prejudicar o processo de decisão baseando o mesmo explicitamente no presente, e que hoje mais do que nunca é indispensável olhar para longe para poder traçar um caminho e uma estratégia de sucesso.

Com mudanças nas demandas dos consumidores, novas tendências no local de trabalho e um cenário econômico global difícil, os líderes precisarão responder rapidamente para enfrentar as adversidades de cada dia. Temos um desafio (e uma oportunidade) singular pela frente em 2021 e, com isso, existe a recompensa de uma perspectiva de crescimento amplamente acelerado.

 

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