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Mulheres e a carreira tech

Não é novidade que o mercado de Tecnologia está em alta, impulsionado, principalmente, pela necessidade da digitalização nas empresas.

Estudos da IDC estimam que o mercado LATAM de TI cresça 7,7% até o fim do ano.

A alta no setor, por sua vez, reforça a teoria de que a demanda por profissionais qualificados na área só tende a crescer. 

No entanto, apesar de um mercado super aquecido, a desigualdade de gêneros na carreira tech - onde a predominância é masculina -  ainda é um fator preocupante.

Carreira tech dentro do contexto histórico

Pode parecer mentira, mas a área de tecnologia já foi majoritariamente feminina.

Até a década de 80, a computação estava associada à matemática e tarefas relacionadas à profissão de secretária, vistas como femininas.

Estudos revelam que, apenas na área de Ciência de Computação, as mulheres preenchiam 70% das cadeiras universitárias e 36% das vagas profissionais - uma realidade bem distante da qual conhecemos hoje.

Na época, grandes nomes como Ada Lovelace, Hedy Lamarr, Grace Hopper e Kattie Bouman fizeram história e contribuíram para grandes descobertas tecnológicas.

Entre os anos 90 e 2000, porém, a carreira tech passou a ser divulgada e entendida como masculina. Mas, o que mudou?

O que mudou ao longo dos anos?

Pesquisas globais revelam que, atualmente, apenas 31,5% das mulheres atuam na carreira tech.

Se analisarmos dados da Mckinsey, essa pequena porcentagem é bastante curiosa. Segundo a consultoria global, as mulheres são detentoras de metade dos diplomas em ciência e cursos de engenharia existentes. Mas, mesmo assim, elas ocupam menos de 20% das vagas de empregos nessas áreas.

Novamente, nos deparamos com a seguinte pergunta: O que mudou para que a participação feminina no mercado tecnológico diminuísse tanto?

De acordo com dados da PwC, as principais razões para as mulheres terem pouca participação na carreira tech tem a ver, principalmente, com questões sociais e culturais. Segundo o estudo, essas questões se manifestam já na infância. Os próprios brinquedos disponibilizados para meninas e meninos são diferentes. Enquanto as garotas brincam com bonecas e utensílios domésticos, os garotos brincam com jogos de lógica, videogames e computadores.

Além disso, a falta de informações suficientes sobre o que envolve trabalhar com tecnologia e a falta de representação feminina no setor reforçam a errônea ideia de que a carreira tech não é para mulheres.

Carreira tech na atualidade: os desafios para o setor feminino

Diante do contexto atual da pandemia do coronavírus, não há como negar que o setor de tecnologia foi o que mais cresceu  para acompanhar a necessidade de as empresas investirem em transformação digital e se adaptarem à nova realidade do mercado.

A adaptação ao digital gerou crescimento acelerado nos setores de tecnologia e carreiras tech, como computação em nuvem e cibersegurança.

Para se ter uma ideia, dados do LinkedIn, referentes à agosto de 2020, revelam que 9 das 10 profissões mais demandadas eram em tecnologia.

Especialistas afirmam que a alta demanda no setor, deve-se, principalmente, à falta de profissionais qualificados - tanto em competências técnicas como soft skills. Tal cenário faz com que as empresas acabem procurando profissionais do sexo feminino para preencherem vagas até então consideradas masculinas.

O aumento de oportunidades, porém, não significou igualdade de gênero na profissão.

Informações divulgadas recentemente pelo LinkedIn mostram que o setor de tecnologia concentra somente 20% de mulheres contratadas - e que algumas carreiras, como a de desenvolvedor web, têm mais de 90% dos cargos ocupados por homens.

Outro fator alarmante que demonstra essa desigualdade de gênero na carreira tech é a discrepância salarial para os mesmos cargos ocupados por homens e mulheres. Segundo especialistas, se analisarmos quanto ganha um homem e uma mulher que atuam na mesma função, o salário do profissional do sexo masculino chega a ser de 20% a 30% maior.

Os dados mostram que apesar da grande procura por profissionais de tecnologia, as mulheres ainda precisam lutar para superar as desigualdades da profissão.

Mulheres e a carreira tech: cenário LATAM

Dentro do contexto latino-americano, os desafios profissionais amplificados para as mulheres não são diferentes.

Contudo, alguns dados trazem sinais de que, aos poucos, as mulheres conquistam seu espaço no mercado de trabalho tecnológico.

Pesquisas globais da KPMG realizadas em setembro de 2020, indicaram que a América Latina possui mais mulheres em posições de liderança em tecnologia do que países com uma agenda de diversidade muito mais avançada.

Segundo o estudo, a participação de mulheres em posições seniores em tecnologia na América Latina era de 16%. O valor representa 5% a mais do que a média global de 11%. Na época, seria um dado a ser comemorado, mas 16% ainda seria muito pouco em relação ao tamanho da população feminina em países latinos como o Brasil, onde as mulheres representam metade da população.

Atualmente, apesar de décadas de avanços rumo à igualdade de gênero nas organizações, o número de mulheres na carreira tech continua em níveis mais baixos, atingindo apenas entre 20% a 40% do total de cargos na região.

Além disso, menos de 30% dos cargos de liderança são ocupados pelo sexo feminino.

Pesquisas revelam que essa escassez de mulheres líderes em tecnologia deve-se, principalmente a falta de inscrições por parte das mulheres (38%); falta de oportunidade para talentos femininos (37%); escassez de talento feminino com o conhecimento requerido (25%) e falta de experiência necessária para ocupar o cargo (17%).

Como diminuir a diversidade de gêneros nas empresas de tecnologia e atrair talentos femininos em TI?

A desigualdade de gênero na carreira tech representa uma grande perda para as empresas.

Já é cientificamente comprovado que a diversidade nos locais de trabalho permite uma interação mais eficaz com clientes e partes interessadas e acesso a recursos aprimorados em áreas onde as mulheres são especialmente fortes, como resolução de problemas e inteligência emocional.

Diante dos dados acima apresentados, faz-se preciso que os empregadores trabalhem rumo a uma mudança de mentalidade e implementem estratégias de incentivo à contratação de mulheres no setor de tecnologia.

Mas, como diminuir a diversidade de gênero nas empresas de tecnologia e atrair talentos femininos do setor?

1. Adote uma cultura inclusiva na empresa

A primeira coisa a ser feita é educar funcionários e gestores sobre vieses inconscientes e liderança inclusiva.

Essa educação pode ser feita através de programas de visibilidade para a conscientização sobre a importância da diversidade e da inclusão.

Educando todos da empresa e promovendo uma cultura mais inclusiva, com direitos iguais, como por exemplo, licença paternidade equitativa, a chance de que preconceitos em relação às mulheres ocupando determinados cargos, bem como outros tipos de preconceito, serão consideravelmente menores.

2. Tenha uma lista diversa

Às vezes, a mente humana é inconscientemente tendenciosa e encontra seu caminho em torno de certas práticas de contratação.

Por exemplo, ainda hoje existem nomes de vagas com tendência para um determinado gênero, como aquelas que terminam em diretora ou diretor.

Os gerentes de recrutamento e os líderes seniores precisam ser imparciais durante as contratações, considerando selecionar tanto homens quanto mulheres para as etapas finais.

3. Promova programas de mentoria, estágios e trainees para mulheres

Programas de estágios e trainees destinados ao público feminino é uma excelente forma de atrair talentos femininos para a carreira tech.

No caso de mulheres que já atuam na carreira tech, programas de treinamento e mentoria específicos dentro da empresa são uma excelente opção para capacitar talentos femininos e, futuramente, alocá-los em cargos de níveis superiores.

4. Conceda benefícios

Nada melhor do que atrair um profissional do que mencionar os benefícios do cargo.

Estudos revelam que apenas 26% das empresas latino-americanas possuem programas de atração e retenção de talentos femininos.

Dessa forma, uma excelente estratégia para atrair e reter talentos em tecnologia do sexo feminino é considerar a concessão de benefícios, como por exemplo, a flexibilização da licença parental e descontos ou 

gratuita de em cursos profissionalizantes, seguro de saúde, horários flexíveis, possibilidade de home office, oportunidades de carreira e desenvolvimento, auxílio-creche, etc.

5. Viabilize programas de saúde mental

Viabilizar programas de saúde mental para todos, mas que olhem para as especificidades das mulheres também é uma excelente opção para atrair e reter talentos femininos na carreira tech.

Estudos revelam que as mulheres têm maior índice de síndromes ansiosas e depressivas pela sobrecarga de atividades – o público feminino gasta, em média, 21h a mais do que os homens por semana com serviços domésticos.

6. Valorize as mulheres por seus atributos profissionais

Ainda hoje existe o estigma de que mulheres em altos cargos chegaram à chefia por seu poder de sedução ou seus atributos físicos, quando o que deveria ser enaltecido é a qualificação do profissional, independentemente do gênero.

É preciso que as organizações trabalhem para desconstruir o preconceito, o que só irá acontecer com o esforço para contratar os funcionários apenas com base na competência profissional.

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